

Saliva do mosquito ajuda a explicar diferentes reações às picadas
A saliva injetada durante a picada desencadeia uma resposta do sistema imune que pode causar vermelhidão, inchaço e coceira. A intensidade varia conforme a exposição, a idade e características individuais.
Quando pica uma pessoa, o mosquito injeta saliva na pele. O sistema imune reconhece os componentes como estranhos e libera histamina, substância associada a sintomas alérgicos como coceira, vermelhidão e inchaço.
A saliva também contém proteínas que impedem a coagulação e mantêm o fluxo de sangue. Esses componentes influenciam a resposta imune local e podem direcioná-la para uma reação do tipo alérgico, chamada resposta Th2, tornando temporariamente os vasos sanguíneos mais permeáveis.
A intensidade das reações varia bastante. Crianças e pessoas expostas pela primeira vez a uma espécie de mosquito tendem a reagir mais, enquanto a exposição repetida pode levar a uma adaptação do sistema imune. Diferenças genéticas também podem influenciar esse processo.
Em uma parcela menor da população, ocorre uma reação local exagerada conhecida como síndrome de Skeeter. O inchaço pode se estender além do ponto da picada e ser confundido com celulite bacteriana. Reações alérgicas graves, porém, são descritas como extremamente raras.
Compressas frias podem ajudar a reduzir o inchaço, enquanto anti-histamínicos orais e cremes tópicos com corticosteroides leves podem aliviar coceira e inflamação. A recomendação é evitar coçar; diante de reação muito intensa, piora da dor ou febre, deve-se buscar orientação médica.
As proteínas da saliva também são estudadas por sua possível influência na transmissão de vírus como dengue, zika e vírus do Nilo Ocidental. Por isso, pesquisadores avaliam vacinas que tenham a saliva do mosquito como alvo, além dos próprios agentes causadores de doenças.
Fonte: g1 Saúde
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