

RS registra 27 casos de desassistência à saúde indígena em 2025
Relatório do Cimi aponta que o Rio Grande do Sul concentrou 27 dos 121 casos de desassistência à saúde indígena registrados no país. Na educação, foram 13 episódios no Estado, atrás apenas do Amazonas.
O Rio Grande do Sul registrou aumento de violências contra o patrimônio, contra pessoas e por omissão do poder público contra povos indígenas em 2025, segundo o Relatório Violência Contra Povos Indígenas no Brasil – 2025, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O Censo de 2023 contabilizou 36.096 indígenas no Estado, das etnias Mbyá Guarani, Kaingang, Xokleng e Charrua.
Dos 121 casos de desassistência à saúde registrados no país, 27 ocorreram no Rio Grande do Sul. Entre os problemas apontados está a falta de acesso à água potável, além da contaminação de cursos d’água por agrotóxicos usados em lavouras próximas a terras indígenas.
O relatório também cita a ausência de estudos e de consulta prévia, livre e informada para empreendimentos com impacto sobre terras indígenas. Entre os exemplos está o aterro de Viamão, que afetou a comunidade Mbya Guarani da Terra Indígena Cantagalo.
Na educação, foram registrados 111 casos de desassistência em 18 estados. O Rio Grande do Sul teve 13 episódios, ficando atrás do Amazonas, que registrou 22. A falta de escolas nos territórios, transporte, estradas e pontes dificulta o acesso dos estudantes, que em alguns casos precisam percorrer quilômetros até instituições de municípios próximos.
O estudo apontou ainda que 92% das comunidades da região enfrentam problemas de moradia, 37,10% dependem de caminhões-pipa para obter água potável e 75% das escolas funcionam em espaços improvisados. A educação escolar indígena prevê o reconhecimento da cultura, da língua materna e dos processos próprios de ensino-aprendizagem de cada povo.
Fonte: sul21.com.br
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