Roubos de canetas emagrecedoras agravam trauma em farmácias
Reprodução/BBC News Brasil
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Roubos de canetas emagrecedoras agravam trauma em farmácias

Farmacêuticos e atendentes relatam assaltos recorrentes, crises de ansiedade e sintomas de estresse pós-traumático ligados à busca por medicamentos para emagrecer. Em uma loja 24 horas de São Paulo, funcionários registraram quatro tentativas de roubo em dez dias.

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Por Redação Fato Inteiro · 31 de agosto de 2026 às 06:21
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A morte da farmacêutica Karina Ribeiro, de 38 anos, durante um assalto a uma farmácia na Zona Norte de São Paulo, intensificou o temor entre trabalhadores do setor. Segundo o relato de Humberto Maciel, atendente que estava no local, dois homens buscavam canetas emagrecedoras quando um cliente policial reagiu e atingiu Karina.\n\nMaciel afirma que já havia presenciado 12 assaltos em cerca de um ano e meio de trabalho no turno da madrugada. Após o episódio, passou a relatar crises frequentes de ansiedade, início de depressão e sintomas de estresse pós-traumático. Ele entrou na Justiça para pedir a chamada rescisão indireta do contrato.\n\nNa mesma unidade, o atendente Jonas Xavier também diz ter presenciado 12 assaltos em um ano. Em um deles, ficou sob a mira de uma arma e, depois da morte da colega, conseguiu uma liminar para se afastar da função. Ele se mudou para outro Estado, mas afirma que ainda se desespera com barulhos de moto.\n\nA diretora-tesoureira do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, Adryella Luz, afirma que a saúde mental dos trabalhadores se tornou uma das principais preocupações da entidade. O conselho também tem recebido pedidos de farmacêuticos que querem deixar os turnos da madrugada.\n\nDados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo apontam 439 roubos a farmácias no primeiro semestre de 2026, uma redução de 16% em relação ao mesmo período de 2025. Ainda assim, relatos reunidos pela reportagem indicam aumento da preocupação com assaltos voltados às canetas, que têm preço elevado: uma unidade de Mounjaro, na menor dosagem, custa a partir de R$ 1,4 mil nas farmácias.\n\nA SSP-SP informou que a Polícia Militar direciona o policiamento para áreas com maior incidência de roubos a farmácias. O CRF-SP declarou ter cobrado providências para ampliar a segurança, enquanto a Abrafarma disse observar o cenário com preocupação. A BBC News Brasil informou que não recebeu manifestação da Drogaria São Paulo e do grupo RD Saúde até a publicação.\n\nFonte: BBC News Brasil

Fonte: BBC News Brasil

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