Romance de Paulo Vicente Cruz transforma luto e racismo em saga urbana
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Romance de Paulo Vicente Cruz transforma luto e racismo em saga urbana

Em “A Vida Não é um Animal Doméstico”, escritor carioca narra, em primeira pessoa, a trajetória de um jovem negro marcado pela morte do pai, pela descoberta do amor e pela violência policial.

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Por Redação Fato Inteiro · 19 de agosto de 2026 às 17:46
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Publicado pela Diadorim Editora, o romance “A Vida Não é um Animal Doméstico”, de Paulo Vicente Cruz, é construído com parágrafos curtos, concisão e atenção aos detalhes imagéticos. A narrativa combina precisão formal e experimentações sutis.

A história acompanha um jovem negro, sem amigos aparentes e que não revela o próprio nome. Em meio ao luto pela morte do pai, ele descobre o amor e enfrenta a violência policial associada ao racismo que atinge pessoas pobres e suburbanas.

A avó Joana ocupa um lugar central na trajetória do protagonista, que encontra nela uma referência para sua existência. O personagem também expressa a experiência de uma sociedade colocada à margem e de corpos negros vistos como estranhos em sua própria terra natal.

Segundo a análise, o livro se estrutura como uma saga urbana atravessada por memórias, ancestralidade e dor. Em sua coletânea de contos “Enquanto os Gigantes Dançam” (2021), o autor já demonstrava fôlego para flagrar ritos de sobrevivência urbana; neste romance, consolida sua voz.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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