Relatório da Abin aponta risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras
Foto: Agência Brasil
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Relatório da Abin aponta risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras

Documento enviado à Presidência, ao TSE e ao Ministério da Justiça alerta para possível influência americana nas eleições deste ano e para uma escalada de pressões sobre o Brasil. Relações entre os dois países também são marcadas por tarifas, sanções e negociações diplomáticas.

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Por Redação Fato Inteiro · 21 de setembro de 2026 às 12:09
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Um relatório reservado elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) aponta risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano. O documento também indica uma tendência de aumento da pressão americana sobre o Brasil.

O relatório foi encaminhado, no fim de agosto, à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pela TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo o documento, a possibilidade de interferência externa recebeu “nível de criticidade”. A avaliação também relaciona a política americana à prioridade atribuída pelo segundo governo de Donald Trump à reafirmação da hegemonia dos Estados Unidos na América Latina.

A análise da Abin aponta intensificação das ações americanas em relação ao Brasil nos últimos meses. Entre os episódios citados estão tarifas sobre produtos brasileiros, sanções contra autoridades, a revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos e a designação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas pelo governo americano.

Apesar das divergências, o governo brasileiro busca preservar as relações diplomáticas e comerciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que “eu me dou muito bem com o Trump”, embora também tenha criticado medidas do governo americano, como a sugestão de novas tarifas enquanto os dois países negociavam.

Lula e Trump se reuniram após um encontro inicial na Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025, e voltaram a conversar em Kuala Lumpur e Washington. Também mantiveram contatos por telefone, incluindo uma conversa de 1h20 em agosto. Os dois devem participar da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, mas não há encontro bilateral marcado entre eles.

Fonte: Agência Brasil — últimas notícias

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