Recuperações judiciais de empresas entram na disputa eleitoral de 2026
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Recuperações judiciais de empresas entram na disputa eleitoral de 2026

Adversários de Luiz Inácio Lula da Silva associam as dificuldades de Casas Bahia e Braskem aos juros altos e ao endividamento. O Ministério da Fazenda contesta a leitura e afirma que os pedidos de recuperação judicial recuaram no início de 2026.

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Por Redação Fato Inteiro · 25 de agosto de 2026 às 05:46
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As recuperações judiciais da varejista Casas Bahia e da petroquímica Braskem passaram a ser usadas por adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral de 2026. Candidatos relacionam os casos ao nível dos juros e ao endividamento das famílias, que atribuem à política econômica do governo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a destacar a situação das Casas Bahia em vídeos e publicações. Ele gravou imagens diante de uma unidade fechada da empresa em Taguatinga (DF), com a ideia de veiculação do vídeo durante a propaganda eleitoral.

Ronaldo Caiado (PSD) classificou o episódio como um “colapso do varejo” e defendeu um ajuste fiscal para conter as despesas públicas e permitir a redução dos juros. Renan Santos (Missão), por sua vez, afirmou que “o governo está quebrando o setor privado” e citou a empresa ao criticar a proposta de fim da escala 6x1.

Segundo a Fazenda, os pedidos de recuperação judicial caíram nos primeiros quatro meses de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025: 23,4% no comércio, 28% na indústria e 29,5% no conjunto da economia. A pasta afirmou ainda que os pedidos estão mais concentrados no setor agropecuário, em meio à queda de preços, eventos climáticos e mudanças regulatórias.

O ministério também disse não haver evidências de retração generalizada do comércio. No primeiro semestre de 2026, o volume de vendas cresceu 1,9% no varejo restrito e no ampliado. A Casas Bahia pediu recuperação judicial após registrar prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre e confirmou o fechamento de 298 lojas. A Braskem, por sua vez, alega dívidas de R$ 56 bilhões.

Fonte: CNN Brasil

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