

Proibição de bets ameaça receitas e patrocínios do futebol brasileiro
Medida Provisória anunciada pelo governo prevê o fim das bets e dos cassinos online no país. A decisão pode afetar contratos de clubes, competições e receitas bilionárias do futebol brasileiro.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em 25 de setembro, uma Medida Provisória que proíbe bets e cassinos online no Brasil. Segundo a fonte, os apostadores deixaram de poder adicionar dinheiro às plataformas, que deverão sair do ar em 6 de outubro.
A medida pode levar à rescisão de contratos entre casas de apostas e clubes. Na Série A, 14 dos 20 times têm uma operadora do setor como patrocinadora principal. Mirassol e Bragantino mantêm acordos secundários, enquanto Athletico-PR, Bahia, Coritiba e Internacional não aparecem nessa relação. O Bahia, porém, tem naming rights ligados ao estádio Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
O Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil também possuem naming rights vinculados à Betano. Dados citados pela CNN Brasil apontam que as empresas do segmento investiram R$ 1,14 bilhão no futebol em 2025, equivalente a 7,9% das receitas totais dos clubes. Na Série B, 13 dos 20 clubes têm vínculos com bets, sendo 11 em contratos máster.
Dirigentes estimam perdas expressivas. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, afirmou que o futebol brasileiro pode deixar de arrecadar cerca de R$ 2,5 bilhões no próximo ano. Para o Flamengo, a estimativa é de perda imediata entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, calculou impacto superior a R$ 100 milhões para o clube.
Relatório da consultoria Convocados citado pela fonte indica que o dinheiro das bets representa 33% do faturamento comercial e de marketing do futebol brasileiro. Entre os maiores contratos anuais listados estão os do Flamengo, de R$ 268,5 milhões com a Betano; Corinthians, de R$ 150 milhões com a Esportes da Sorte; e São Paulo, de R$ 113 milhões com a Superbet.
Flamengo e Fluminense haviam se manifestado contra uma eventual proibição antes do anúncio oficial. Em 17 de setembro, clubes brasileiros também defenderam a manutenção e a regulamentação das empresas de apostas no país.
Fonte: CNN Brasil
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