

Programa Lula-Alckmin propõe fim da escala 6x1 e desmatamento líquido zero
A chapa protocolou um programa de governo de 84 páginas com 13 eixos, incluindo democracia, combate às desigualdades, segurança pública, proteção às mulheres e transição ambiental. O texto é apresentado como uma primeira versão, sujeita a adendos da coligação.
A chapa Lula-Alckmin protocolou, na sexta-feira (7), o documento “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo”. O programa afirma ter como foco a inclusão, a equidade, a solidariedade e a ampliação de direitos, com o bem-estar da população no centro das decisões políticas.
O texto reúne 13 eixos prioritários, entre eles a defesa da democracia e da soberania, a modernização do Estado, o combate às desigualdades regionais, sociais, raciais e de gênero, a segurança pública e a proteção às mulheres. Também prevê uma economia voltada à ampliação de investimentos em educação, saúde e infraestrutura.
Entre as propostas, a chapa defende que o Senado aprove o fim da escala 6x1, com jornada de 40 horas semanais sem redução de renda. O programa também menciona a conclusão de 30 Casas da Mulher Brasileira e 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira, além do fortalecimento de políticas contra a violência, o feminicídio e a desigualdade salarial.
Na área ambiental, o compromisso apresentado é alcançar o desmatamento líquido zero até 2030, com ações integradas de controle e prevenção do desmatamento, manejo do fogo e destinação de terras públicas para unidades de conservação. O documento também propõe manter o controle sobre armas e munições e apoiar a aprovação da PEC da Segurança Pública.
O programa ainda propõe uma reforma política e o debate sobre as emendas parlamentares. Segundo o texto, as emendas somaram R$ 50 bilhões no orçamento de 2026, aproximadamente um quinto dos recursos discricionários do Poder Executivo. A política externa é descrita como voltada à soberania, à integração regional e ao fortalecimento do Mercosul.
Fonte: pt.org.br
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