Procuradoria cobra explicações do governo Tarcísio sobre motorista de Haddad
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Procuradoria cobra explicações do governo Tarcísio sobre motorista de Haddad

A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo pediu informações sobre uma suposta conduta ostensiva da Polícia Militar envolvendo o motorista de Fernando Haddad. O governo estadual e a PM têm cinco dias para prestar esclarecimentos.

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Por Redação Fato Inteiro · 14 de agosto de 2026 às 18:22
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A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo solicitou explicações ao governo de Tarcísio de Freitas após Fernando Haddad relatar uma atuação que considerou fora do padrão por parte da Polícia Militar em relação ao seu motorista. O episódio teria ocorrido em 11 de agosto, depois de o condutor deixar o candidato em sua casa, no Planalto Paulista, na capital.

Segundo os relatos encaminhados à equipe de Haddad, uma viatura teria acompanhado o carro, se aproximado do para-choque e seguido o veículo sem realizar uma abordagem formal. O despacho menciona a possibilidade de abuso dos poderes político e de autoridade e de uso da estrutura policial para intimidar candidato durante o processo eleitoral.

Assinada pelo procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt, a comunicação pede, em cinco dias, informações ao secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, sobre eventual ordem para patrulhamento ostensivo perto da residência do ex-ministro. A comandante-geral da PM, coronel Glauce Anselmo Cavalli, também deverá apresentar dados sobre o planejamento operacional do batalhão regional.

O procurador solicitou ainda os setores de patrulhamento, a área de atuação da guarnição, as ordens de serviço emitidas entre 1º e 11 de agosto, além da identificação da viatura e dos policiais envolvidos. Também foram requisitadas imagens de um hotel citado no relato do motorista.

A Secretaria de Segurança Pública informou que a PM abriu uma investigação preliminar no dia 12 de agosto. De acordo com a pasta, a análise de cerca de 40 câmeras não apontou “nenhum indício de abordagem ou procedimento irregular por parte dos policiais nem interação das equipes com o candidato ou membros da sua equipe”.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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