Presidente do BB e sindicato trocam acusações após crítica à gestão
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Presidente do BB e sindicato trocam acusações após crítica à gestão

Tarciana Medeiros notificou extrajudicialmente o Sindicato dos Bancários de Brasília por causa de uma publicação que questionava sua administração no Banco do Brasil. A entidade contestou as acusações de misoginia e xenofobia e publicou a resposta da executiva.

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Por Redação Fato Inteiro · 18 de agosto de 2026 às 20:10
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A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e o Sindicato dos Bancários de Brasília entraram em conflito após uma publicação do jornal classista Espelho DF. O material, divulgado em maio, criticava medidas e problemas atribuídos à gestão, como ampliação da jornada, descomissionamentos, cobrança de metas, adoecimento de funcionários e redução do atendimento presencial.

Em tom de sátira e cordel, a publicação usou a expressão “mainha” para se referir a Tarciana, que nasceu na Paraíba. O sindicato afirmou que o termo era uma forma legítima de crítica e lembrou que a própria executiva já o utilizou para se referir a si mesma.

Na notificação extrajudicial, advogados do Banco do Brasil classificaram o conteúdo como falso, incompleto e descontextualizado. Também afirmaram que a repetição de “mainha” representava desqualificação de gênero associada a estereótipo nordestino, além de citarem misoginia, xenofobia, injúria, difamação e uso indevido do nome, da marca e da imagem da presidente.

O sindicato negou as acusações e disse que a crítica se dirigia à atuação administrativa, não ao gênero ou à origem de Tarciana. A entidade afirmou ainda que o banco estaria desviando o debate, que envolveria denúncias de falta de pessoal, sobrecarga de trabalho e fechamento de guichês. Mesmo contestando a notificação, publicou a resposta da presidente em seu site, alegando compromisso com a pluralidade de opiniões.

Na carta, Tarciana defendeu as decisões da gestão e declarou que “não existe banco forte sem sustentabilidade econômica” e que o BB “precisa ser cada vez mais digital sem abandonar quem ainda precisa do atendimento presencial”. O banco também afirmou que combate práticas de assédio moral e outras condutas inadequadas, acrescentando que as mesas de negociação coletiva estão em andamento.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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