

Plano prevê modernizações no Porto de Paranaguá até 2050
O Ministério de Portos e Aeroportos aprovou a atualização do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, com projeções até 2050. O documento prioriza a integração tecnológica e logística, o Projeto Moegão e a preparação para receber grandes navios.
A nova versão substitui o plano publicado em 2018 e reúne metas para as operações públicas e privadas do complexo. Segundo o documento, a estratégia busca coordenar a expansão portuária com políticas de transporte, demandas regionais e cadeias de comércio exterior.
O plano de 2026 amplia a participação dos Terminais de Uso Privado no planejamento público e estabelece um modelo de governança híbrido. A proposta combina a manutenção de equipamentos públicos de uso comum com a gestão privada.
Entre as principais obras está o Projeto Moegão, orçado em R$ 600 milhões. A estrutura deve centralizar a descarga ferroviária, reduzir de 16 para 5 as passagens em nível na área urbana e elevar a capacidade de recepção de grãos de 550 para 900 vagões por dia. Em abril de 2026, a obra estava 95% concluída, mas o funcionamento depende da conexão com terminais privados, prevista a partir de 2027.
O complexo também deverá receber investimentos privados de R$ 1,23 bilhão na concessão do canal de acesso aquaviário. O aprofundamento, previsto para terminar até 2032, prepara Paranaguá para embarcações de até 400 metros de comprimento, chamadas de Ultra Large Container Vessels (ULCV).
Entre os desafios apontados estão o tempo médio de espera para atracação, que chega a 23 dias nos picos da safra, os impactos de mais de 100 dias de chuva por ano e a dependência do transporte rodoviário, usado em quase 80% das movimentações. O plano também destaca a necessidade de definir a renovação ou relicitação da ferrovia após o fim da concessão, em fevereiro de 2027.
Na área de turismo, o documento prevê estudos para um Terminal Marítimo de Passageiros dedicado, com o objetivo de separar a operação de cruzeiros da movimentação comercial de cargas.
Fonte: tribunapr.com.br
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