Plano de Renan Santos propõe reduzir municípios e ampliar ações contra o crime
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Plano de Renan Santos propõe reduzir municípios e ampliar ações contra o crime

Documento apresentado pelo candidato do Missão prevê reformas administrativas, mudanças em programas sociais e propostas para segurança, educação, saúde e indústria. O plano é um resumo do chamado Livro Amarelo, publicação de cerca de 500 páginas ligada ao partido.

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Por Redação Fato Inteiro · 13 de agosto de 2026 às 04:20
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Intitulado “O futuro é glorioso”, o plano de governo de Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão nas eleições de 2026, foi entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento tem 51 páginas e resume o Livro Amarelo, apresentado como base das ideias da legenda.

Dividido em três partes — “Estado Novo”, “Reformas de Base” e “País do Futuro” —, o plano propõe reduzir o número de municípios brasileiros de 5.570 para 1.656. A chamada “Grande Consolidação Municipal” seria definida por critérios fiscais, geográficos, econômicos e urbanos. O texto também prevê uma “Lei de Responsabilidade Gerencial” para monitorar prefeituras e admite intervenção federal e punições a prefeitos que não cumpram metas.

Na segurança pública, a proposta inclui uma “cláusula antimáfia”, que permitiria ao Superior Tribunal de Justiça dissolver administrações capturadas pelo crime organizado ou por milícias. O plano também menciona uma “grande guerra ao crime”, a adoção do “Direito Penal do Inimigo”, o uso das Forças Armadas em territórios dominados e a criação de superpresídios de segurança máxima em regiões remotas.

Na área social, o Missão propõe substituir o Bolsa Família pelas Frentes Cidadãs, voltadas à participação dos beneficiários em projetos de interesse público e à inserção no mercado formal. Para a saúde, o documento prevê a digitalização de processos do SUS, com telemedicina, inteligência artificial, prontuário eletrônico e filas baseadas no estado de saúde dos pacientes.

Para a educação, o plano cita o Ceará como referência, defende a adoção universal do sistema fônico de alfabetização e propõe ampliar a competência da União para implementar escolas civis-militares. Também sugere substituir as cotas no ensino superior por bolsas de mérito e ampliar cursos nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Entre as propostas econômicas estão a criação de Zonas Econômicas Especiais no Nordeste, com foco em setores como hidrogênio verde, petroquímica, aço de baixo carbono, mobilidade elétrica e semicondutores. O documento ainda defende uma política nacional para terras raras, o programa AgroBrasil 2030 e a criação de um Marco Brasileiro da Inteligência Artificial, com redução de impostos para empresas de tecnologia e estímulo à instalação de data centers no país.

Fonte: gazetadopovo.com.br

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