

Plano de Lula e Alckmin prevê ampliar energias limpas e refino da Petrobras
O programa de governo da candidatura Lula/Alckmin estabelece como diretriz para os próximos quatro anos a consolidação do Brasil na transição para energias limpas. O documento também prevê investimentos em refino, biocombustíveis, transmissão e medidas contra a pobreza energética.
O Programa de Governo da candidatura Lula/Alckmin, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (07/08), apresenta propostas para os setores de energia, petróleo, gás e combustíveis de baixo carbono. Entre as prioridades estão as fontes solar, eólica, os biocombustíveis e o hidrogênio.
Segundo o documento, o Novo PAC destina R$ 595 bilhões a investimentos em geração, transmissão, petróleo, refino e fertilizantes. A capacidade elétrica do sistema nacional foi ampliada em 31.289 MW, enquanto as fontes renováveis responderam por 80% da nova capacidade instalada. A participação dessas fontes na matriz elétrica chegou a 89%.
O texto também informa que o programa Luz do Povo atende mais de 60 milhões de pessoas com isenção de tarifa residencial para consumo de até 80 kWh por mês. Já o Gás do Povo oferece recarga gratuita de botijão a mais de 15 milhões de famílias.
Para os próximos quatro anos, o programa prevê ampliar investimentos em armazenamento, transmissão e flexibilidade do sistema elétrico, além de acelerar a substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis e alternativas de baixa intensidade de carbono. Também estão previstas a eletrificação de frotas de ônibus, a expansão de trens e metrôs e medidas para aumentar a resiliência energética diante das mudanças climáticas.
Na área de petróleo e gás, o documento propõe ampliar investimentos da Petrobras em exploração, refino e revitalização de campos maduros. A estatal deverá retornar ao segmento de distribuição de combustíveis, enquanto a Transpetro deverá ampliar sua atuação na logística de gás natural liquefeito. O plano também menciona a expansão coordenada da infraestrutura de gás natural e o fortalecimento da integração gasífera sul-americana.
Entre outras medidas, estão o aprimoramento do RenovaBio, o fortalecimento da participação da Petrobras em biocombustíveis e o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, como SAF, biometano e combustíveis marítimos. O programa ainda prevê a redução da produção de carvão e a preservação da competência nuclear brasileira para usos exclusivamente pacíficos.
Fonte: lula.com.br
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