PF suspeita que fundador do Master tentou influenciar voto de Toffoli
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PF suspeita que fundador do Master tentou influenciar voto de Toffoli

Relatório da Polícia Federal aponta que Daniel Vorcaro teria buscado interferir em julgamento sobre precatórios do setor sucroalcooleiro. O caso poderia afetar uma carteira superior a R$ 10 bilhões registrada no balanço do Banco Master.

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Por Redação Fato Inteiro · 11 de setembro de 2026 às 05:18
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A Polícia Federal suspeita que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, tenha tentado influenciar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em um julgamento envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro. A informação consta de relatório da corporação obtido pela revista Piauí.

O processo tratava de uma indenização cobrada da União pela destilaria Alcídia, do grupo Atvos, por prejuízos atribuídos à década de 1980. Segundo o relatório, a decisão poderia afetar uma carteira de mais de R$ 10 bilhões em precatórios do setor incluída no balanço do Banco Master.

Mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram preocupação com a mudança de posicionamento de Toffoli. Em uma conversa, o então diretor jurídico do banco, André Kruschewsky, perguntou: “Vamos nos movimentar?”. Vorcaro respondeu que acompanhava o caso “mais do que imagina” e escreveu: “Toffoli virou o voto” e “tô tratando aqui”.

Kruschewsky também se ofereceu para ajudar a retirar o processo da pauta. Para a PF, a conversa sugere que ele “aparenta ter acesso ao STF” e poderia tentar interferir no andamento do julgamento.

A análise foi adiada após um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Quando o julgamento foi retomado, Toffoli votou a favor da Alcídia, e a tese da usina venceu por 3 votos a 2. A PF afirmou que as mensagens têm “especial relevância”, mas disse que os elementos ainda não permitem conclusões definitivas e que o episódio “demanda aprofundamento analítico”.

O gabinete de Toffoli negou qualquer “alteração de voto” e afirmou que o ministro manteve sua posição no caso da Raízen. O relatório também menciona que Vorcaro teria direcionado ao menos R$ 35 milhões ao fundo Arleen, que tinha participação no resort Tayayá, ligado à família de Toffoli. A PF levantou a suspeita de que o ministro fosse o beneficiário final do fundo, o que ele nega.

Fonte: Poder360

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