PF intercepta mensagens de Lulinha e lobista sobre negócios e “Suíça”
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Brasil

PF intercepta mensagens de Lulinha e lobista sobre negócios e “Suíça”

Mensagens atribuídas a Fábio Luís da Silva e Roberta Luchsinger tratam de negócios, reuniões com integrantes do governo e da frase de que o futuro dos dois seria “a Suíça”. Os diálogos foram encontrados em investigações da Polícia Federal.

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Por Redação Fato Inteiro · 17 de agosto de 2026 às 13:25
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A Polícia Federal interceptou mensagens trocadas entre Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger. Segundo o Poder360, as conversas abordam negócios e articulações com integrantes do governo federal.

Em um diálogo de 22 de março de 2024, Roberta escreveu que o futuro dos dois seria “a Suíça”. Na mesma conversa, Lulinha afirmou ter participado de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, o Berger, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.

De acordo com a reportagem, Berger é investigado por supostamente ter facilitado o acesso do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, ao Ministério da Saúde. Antunes teria tentado firmar contrato para fornecer cannabis medicinal ao SUS. A PF afirma que Roberta recebeu R$ 1,5 milhão do empresário; em uma transferência, Antunes teria dito que o dinheiro era destinado ao “filho do rapaz”, em possível referência a Lulinha.

As mensagens também mencionam Fernando Bittar, identificado pelos investigadores como ex-sócio de Lulinha e um dos proprietários do sítio de Atibaia (SP). Roberta disse que Bittar tentava usar o nome de Lulinha em um negócio na Telebras. Ela afirmou ainda que não fecharia negócios caso ele atuasse na estatal.

A defesa de Fábio Luís afirmou que não comentará “fragmentos de informações sigilosas indevidamente divulgadas fora de seu contexto original”. Disse também que considera o vazamento seletivo uma violação do segredo de justiça e que se manifestará no processo após ter acesso integral aos dados. A defesa de Roberta foi procurada, mas não respondeu até a publicação da reportagem; o espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte: Poder360

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