PF indicia ex-dono da Reag por suspeita de lavagem de dinheiro
Foto: Silvia Zamboni/Valor · Fonte: Valor Econômico
Brasil

PF indicia ex-dono da Reag por suspeita de lavagem de dinheiro

João Carlos Mansur é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa no âmbito da Operação Quasar. Segundo a PF, ele teria ajudado a inserir no sistema financeiro recursos ligados a sonegação fiscal atribuída a grupo relacionado a Beto Louco.

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Por Redação Fato Inteiro · 30 de setembro de 2026 às 22:11
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O empresário João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. O caso integra um inquérito sobre irregularidades tributárias no setor de combustíveis relacionadas a Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco.

A investigação faz parte da Operação Quasar, conduzida pela PF de São Paulo e relacionada aos fatos apurados na Operação Carbono Oculto. Beto Louco, considerado foragido desde o ano passado, não é alvo do inquérito, segundo os trechos da investigação citados pela reportagem.

No relatório que fundamentou o indiciamento, a PF afirma que Mansur teria contribuído para inserir no sistema financeiro nacional dinheiro proveniente de sonegação fiscal ligada ao grupo econômico associado a Beto Louco. A operação teria utilizado uma estrutura de contas e fundos de investimento.

Além de Mansur, outras 12 pessoas foram indiciadas. O advogado do empresário, Aloisio Medeiros, informou que a defesa não se pronunciaria. A defesa de Beto Louco também disse que não comentaria o caso.

Mansur deixou a presidência do Conselho de Administração da Reag em setembro de 2025, após a deflagração da Carbono Oculto. Em janeiro deste ano, ele foi alvo de buscas na segunda fase da Operação Compliance Zero, relacionada ao Banco Master, mas não foi preso.

O empresário também firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, ainda pendente de validação pelo Supremo Tribunal Federal. No acordo, segundo a reportagem, ele relatou que fundos administrados pela Reag teriam sido usados para ocultar pagamentos de propina de Daniel Vorcaro, do Banco Master, a autoridades públicas, além de mencionar irregularidades investigadas em São Paulo.

Fonte: Valor Econômico

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