

Petistas relatam receio com imprevisibilidade na reta final antes do 1º turno
Integrantes do PT avaliam que a campanha enfrenta dificuldades diante de vazamentos seletivos ligados ao caso Banco Master e da relação do governo Lula com Alexandre de Moraes. Aliados defendem mobilização e cobram melhorias na comunicação da campanha.
Petistas demonstram preocupação com o cenário das últimas semanas antes do primeiro turno. Segundo os relatos, há um “medo real” provocado pela imprevisibilidade sobre os acontecimentos da reta final da campanha.
A avaliação interna é de que a situação se tornou mais difícil após “vazamentos seletivos” de inquéritos da Polícia Federal relacionados ao Banco Master. Em 9 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a “quebra completa do sigilo” das investigações.
Integrantes do partido também discutem a relação do governo com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O deputado Paulo Guedes (PT-MG) afirmou que Lula respeita as instituições e “não tem ministro de estimação”, enquanto setores petistas avaliam que o governo se aproximou “demasiado” do ministro.
A campanha ainda manifesta preocupação com possíveis “factoides” e com a influência de atores estrangeiros e de empresas de tecnologia nas eleições, segundo Marcelo Ramos, coordenador da campanha de Lula no Amazonas. Sobre as pesquisas que apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, Ramos disse que os resultados exigem “cuidado e mobilização”.
Congressistas do PT também apontam falhas na comunicação da campanha, citando dificuldades para compartilhar informações sobre pesquisas e a falta de direcionamento. Há, ainda, a avaliação de que a esquerda tem desempenho inferior ao da direita nas redes sociais.
Fonte: Poder360
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