

Pesquisadores desenvolvem proteína a partir de grãos quebrados de feijão
Pesquisadores do Ital, em Campinas (SP), desenvolveram um ingrediente com até 50% de proteína usando grãos quebrados de feijão-carioca. A tecnologia aproveita um subproduto de menor valor comercial e pode oferecer alternativa às proteínas vegetais de soja e ervilha.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) desenvolveram uma fração proteica a partir das chamadas “bandinhas”, grãos quebrados de feijão-carioca. O ingrediente concentra entre 40% e 50% de proteína.
A pesquisa foi conduzida pela Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (Pbis), criada em 2021 com apoio da Fapesp. A iniciativa reúne o Ital, a USP, a Unicamp, empresas do setor de alimentos e a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia.
O processo usa fracionamento a seco. O feijão é transformado em farinha e separado mecanicamente em uma fração proteica e outra rica em amido, com teor de proteína entre 10% e 20%. Segundo os pesquisadores, a fração proteica contém todos os aminoácidos essenciais e supera parâmetros de referência da FAO.
Um tratamento térmico anterior à moagem reduziu em até 95% compostos antinutricionais presentes no feijão. A digestibilidade ficou acima de 60%, e o procedimento também diminuiu o sabor característico e clareou a farinha.
A fração proteica foi testada em produtos como cappuccino instantâneo sem açúcar e bebidas vegetais fermentadas com frutas. Já a fração amilácea foi usada em snacks neutros, salgados e doces. A proteína passa por testes em escala industrial realizados pela SL Alimentos, e a tecnologia chegou aos níveis 5 e 6 da escala de maturidade tecnológica, que vai de 1 a 9.
Fonte: Poder360
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