

Pesquisador classifica sessão do STF como a mais grave da história da Corte
Felipe Recondo afirmou que a sessão de terça-feira (15) foi “pior do que a pior sessão de Congresso Nacional”. Segundo ele, ministros fizeram acusações graves uns contra os outros durante o julgamento sobre a suposta relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
A sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) de terça-feira (15) foi descrita pelo jornalista e pesquisador da Corte Felipe Recondo como a mais grave já registrada no tribunal. O encontro discutiu a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em entrevista ao WW, Recondo afirmou que o episódio não se limitou a divergências jurídicas. De acordo com o pesquisador, houve acusações de natureza grave entre integrantes do próprio STF. “Pior do que a pior sessão de Congresso Nacional”, disse ele ao avaliar o nível do conflito.
Segundo Recondo, as acusações mencionadas incluíram recebimento de dinheiro, abertura a influências externas, uso do tribunal para fins eleitorais e utilização de uma célula policial para investigar uma ministra. Ele comparou o episódio a conflitos antigos da Corte, inclusive os ocorridos durante o julgamento do Mensalão, e afirmou que aqueles embates chegam a provocar “saudade” diante do cenário atual.
Questionado se o episódio teria sido uma performance ou resultado de planejamento, o pesquisador avaliou que as duas possibilidades se equivalem. Ele disse que a responsabilidade de cada envolvido só poderá ser definida com o tempo e citou questionamentos sobre a atuação de André Mendonça, Edson Fachin e Flávio Dino.
Sobre a possibilidade de retorno à normalidade, Recondo respondeu: “Me parece que não”. Para ele, os conflitos anteriores eram jurídicos, enquanto o episódio atual envolve imputações de condutas criminosas entre ministros do tribunal.
Fonte: CNN Brasil
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