Pedro Parente vê risco de concentração de poder com maioria da direita no Congresso
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil · Fonte: bbc.com
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Pedro Parente vê risco de concentração de poder com maioria da direita no Congresso

Ex-ministro afirma que resultado do primeiro turno mudou sua avaliação sobre a disputa presidencial, mas diz que não declarará voto. Ele também critica a falta de um projeto de país apresentado por Flávio Bolsonaro em jantar com empresários.

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Por Redação Fato Inteiro · 14 de outubro de 2026 às 05:18
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Em entrevista à BBC News Brasil, Pedro Parente afirmou que o resultado do primeiro turno alterou sua avaliação sobre a disputa presidencial. Segundo ele, a maioria da direita prevista para a Câmara e o Senado elevou o risco de concentração de poder caso um presidente conte com amplo apoio nas duas Casas.

Parente comparou o cenário ao dos Estados Unidos, onde Donald Trump governava com maioria republicana na Câmara e no Senado. Para o ex-ministro da Casa Civil e do Planejamento e ex-presidente da Petrobras e da BRF, a diferença entre os riscos representados pelos candidatos se ampliou após a votação inicial.

Apesar da avaliação, Parente disse que não declarará voto e classificou sua decisão como “individual e solitária”. Ele já havia afirmado que não vota em Flávio Bolsonaro (PL), mas não revelou qual será sua escolha no segundo turno.

O ex-presidente da Petrobras também relatou sua participação em um jantar com Flávio, organizado pelo ex-presidente do Credit Suisse Brasil Marcelo Kayath. Parente afirmou que foi ao encontro para ouvir diretamente o candidato, mas saiu com uma opinião pior porque, mesmo questionado, Flávio não teria demonstrado um projeto de país.

Sobre as propostas econômicas apresentadas no encontro, Parente disse não ter visto medidas concretas. Segundo ele, as ideias foram genéricas e apresentadas por dois assessores presentes no jantar: Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, e Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central. A possibilidade de moderação de Flávio foi descrita por Parente como “um enigma”.

Fonte: BBC News Brasil

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