Parte do mercado financeiro adere ao discurso de Renan Santos
Reprodução/bbc.com
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Parte do mercado financeiro adere ao discurso de Renan Santos

Candidato do Missão, que disputa seu primeiro cargo público, ganhou apoio de economistas e gestores ligados à Faria Lima. Entusiastas destacam suas propostas econômicas e o discurso duro na segurança, mas afirmam que o apoio não representa todo o mercado financeiro.

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Por Redação Fato Inteiro · 11 de agosto de 2026 às 05:40
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O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, passou a despertar o interesse de parte do mercado financeiro, segundo economistas, gestores e executivos ouvidos pela BBC News Brasil. O partido foi criado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que ganhou projeção nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff.

A candidatura combina uma defesa ultraliberal na economia com um discurso rigoroso na área de segurança pública. No lançamento da campanha, em São Paulo, apoiadores usaram camisetas com a frase “prendeu, matou”, slogan associado ao partido e criticado no próprio debate sobre sua compatibilidade com a Constituição brasileira.

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central e apoiador de Renan, afirmou que vê no candidato uma direita não conservadora nos costumes e uma possível alternativa política para o futuro. Ele também disse ter contribuído financeiramente para o Missão e ajudado a aproximar o candidato de integrantes do mercado.

João Landau, fundador da gestora Vista Capital, é apontado como outro interlocutor frequente de Renan na área econômica. Durante um evento da XP Investimentos, Landau declarou ter preferência pelo candidato e avaliou que o tamanho do MBL é subestimado. Segundo uma fonte ouvida reservadamente, Landau também teria ajudado na fundação do partido e colaborado financeiramente com a legenda.

O apoio, porém, não é unânime. O economista Luciano Sobral classificou Renan como uma possível terceira via com alguma tração, enquanto Ricardo Campos, da Reach Capital, ironizou o peso eleitoral da Faria Lima e afirmou que a preferência de seus integrantes não define o voto no país. Os entrevistados ressaltaram que o mercado financeiro reúne pessoas com opiniões políticas variadas.

Fonte: bbc.com

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