Pampa perde 21% das pastagens naturais entre 1985 e 2024
Reprodução/CNN Brasil
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Pampa perde 21% das pastagens naturais entre 1985 e 2024

A região do Pampa perdeu 11,3 milhões de hectares de vegetação nativa em quatro décadas, segundo análise do MapBiomas. A maior parte da redução ocorreu em áreas campestres convertidas principalmente para o cultivo de grãos.

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Por Redação Fato Inteiro · 4 de setembro de 2026 às 04:46
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A área do Pampa na América do Sul, que inclui o sul do Brasil, todo o Uruguai e o centro-leste da Argentina, perdeu 21% de suas pastagens naturais entre 1985 e 2024. A redução da área de vegetação nativa foi equivalente à superfície da Bulgária.

Do total perdido, 10,5 milhões de hectares eram de vegetação campestre. No mesmo período, as áreas destinadas a cultivos anuais cresceram 9,8 milhões de hectares, enquanto as plantações florestais aumentaram 2,2 milhões de hectares.

A análise de imagens de satélite foi realizada pelo MapBiomas Pampa e também incluiu o Espinal e o delta do rio Paraná, na Argentina. Segundo o levantamento, a vegetação nativa, que cobria toda a região pampeana, atualmente ocupa metade do território. Da área remanescente, 71% são formados por vegetação campestre, usada na pecuária e com alta biodiversidade.

Entre os países analisados, o Brasil teve a maior redução proporcional de vegetação nativa. A área caiu de 12,4 milhões de hectares, em 1985, para 8,6 milhões de hectares, em 2024 — uma perda aproximada de 3,7 milhões de hectares.

Fonte: CNN Brasil

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