

Países em desenvolvimento terão déficit de 800 milhões de empregos, diz PNUD
Alexander De Croo, administrador do PNUD, afirmou que 1,2 bilhão de jovens devem entrar no mercado de trabalho na próxima década, enquanto seriam criados 400 milhões de postos. Para ele, a diferença representa uma “bomba-relógio”.
Os países em desenvolvimento podem enfrentar um déficit de 800 milhões de empregos na próxima década, segundo Alexander De Croo, administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A estimativa considera a entrada de 1,2 bilhão de jovens no mercado de trabalho e a criação prevista de 400 milhões de vagas no período.
Em entrevista exclusiva ao “Nikkei Asia”, em Bangcoc, De Croo afirmou que uma transição da ajuda humanitária para investimentos privados poderia contribuir para a geração de empregos. Ele disse que reformas estruturais são necessárias para enfrentar as dificuldades econômicas atuais.
O administrador apontou três desafios para as nações em desenvolvimento: os preços elevados dos combustíveis, os desastres naturais e o aumento dos custos de financiamento. Na terça-feira, o PNUD lançou uma iniciativa voltada a estimular o investimento privado, incluindo apoio à reforma das estruturas institucionais desses países.
Segundo De Croo, a assistência oficial ao desenvolvimento e outras formas de auxílio devem melhorar o ambiente de investimentos, de modo a abrir espaço para o capital privado e o crescimento sustentável. Ele descreveu o papel do PNUD como a criação de um fluxo de oportunidades entre investidores e economias emergentes.
De Croo também relacionou os riscos climáticos às decisões de investimento. Ele afirmou que as mudanças climáticas tornam alguns setores inviáveis para investimentos devido ao alto risco e disse que seguros podem ajudar a administrar essas ameaças.
Fonte: Valor Econômico
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