Pacto de Meca une Turquia, Arábia Saudita e Paquistão em defesa conjunta
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Pacto de Meca une Turquia, Arábia Saudita e Paquistão em defesa conjunta

Acordo prevê que um ataque contra qualquer dos três países será tratado como ataque contra todos, mas o texto completo ainda não foi divulgado. Analistas divergem sobre a capacidade de o pacto se tornar uma aliança militar efetiva.

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Por Redação Fato Inteiro · 17 de agosto de 2026 às 15:10
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Turquia, Arábia Saudita e Paquistão assinaram o chamado Pacto de Meca, um acordo de defesa conjunta que também vem sendo denominado Pacto Sunita ou Pacto Muçulmano. Pelo entendimento, um ataque contra qualquer dos três países será considerado um ataque contra os demais.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou que o compromisso é “tecnicamente igual” ao Artigo 5 da Otan, que prevê defesa coletiva. Como o texto integral ainda não foi publicado, especialistas dizem que sua implementação e seu efeito de dissuasão permanecem incertos.

O acordo foi interpretado por alguns como um sinal para o Irã e Israel e, por outros, como uma tentativa de reduzir a dependência dos Estados Unidos em segurança. Autoridades turcas dizem que as negociações começaram em dezembro de 2024, antes das tensões atuais na região. O ministro paquistanês Ishaq Dar afirmou que o pacto não é dirigido contra nenhum país.

A Arábia Saudita pode ser uma das principais beneficiárias, segundo especialistas citados pela BBC, por combinar seus recursos econômicos e diplomáticos com a tecnologia turca e a experiência militar paquistanesa. A Turquia também vê oportunidades para fabricar e exportar equipamentos de defesa, enquanto o Paquistão pode ampliar sua posição no Oriente Médio.

O futuro do pacto ainda é indefinido. O presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, defendeu que a iniciativa possa crescer e reunir outros países da região. O Egito, apontado como possível “parceiro natural”, informou que estuda o acordo, mas analistas ressaltam que o governo egípcio tem sido cauteloso diante dos riscos para suas relações com outros países.

Fonte: BBC News Brasil

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