

Orçamento de 2027 prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios
O governo federal incluirá na proposta de Orçamento de 2027 a previsão de um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios. A medida atende a uma exigência contratual vinculada ao empréstimo de R$ 12 bilhões obtido pela empresa no fim do ano passado.
O aporte foi confirmado por integrantes da equipe econômica e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em entrevista à Folha. Segundo ele, o governo cumprirá a obrigação prevista no contrato dentro das regras fiscais.
A exigência foi feita pelos cinco bancos que concederam o empréstimo —Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. O contrato prevê que a União injete ao menos R$ 6 bilhões nos Correios entre 2026 e 2027, como parte do plano de reequilíbrio da companhia.
Caso o compromisso não seja cumprido, a dívida poderá ter vencimento antecipado. Nesse cenário, a União teria de honrar de uma só vez os R$ 12 bilhões contratados, além dos encargos acumulados.
O governo não aportou recursos próprios nos Correios até agora. Em 2026, uma transferência é considerada difícil porque R$ 17,9 bilhões estão bloqueados no Orçamento para compensar o aumento de despesas obrigatórias, e não há ação orçamentária prevista para esse tipo de gasto neste ano.
A empresa também negocia um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, com recursos que precisam ser liberados ainda em 2026. Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões no ano passado e perda de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre deste ano.
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