

Oktoberfest nasceu de casamento real e se espalhou pela América Latina
Criada em 1810 para celebrar a união do príncipe Luís da Baviera com Teresa de Saxe-Hildburghausen, a Oktoberfest tornou-se um dos maiores festivais folclóricos do mundo. A tradição chegou à América Latina por meio de comunidades de imigrantes alemães e seus descendentes.
A Oktoberfest começa oficialmente em Munique quando o prefeito abre um barril de cerveja na Theresienwiese, ao meio-dia, e grita “O'zapft is!”. O ritual, estabelecido em 1950, é seguido por 12 salvas de canhão e marca o início de um festival que recebe mais de seis milhões de pessoas. A programação dura 16 ou 18 dias e inclui seis grandes tendas, atrações de parque de diversões, cerveja e pretzels bávaros.
A origem da festa remonta a 1810, quando o príncipe herdeiro Luís da Baviera se casou com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen. A celebração foi aberta à população e durou cinco dias, com iluminação da cidade, apresentações de ópera, bailes, comida e cerveja. O evento terminou com uma corrida de cavalos que reuniu cerca de 40 mil pessoas, número próximo à população de Munique naquele período.
O campo onde ocorreu a corrida recebeu o nome de Theresienwiese, em homenagem à princesa, e a festa passou a ser conhecida como Oktoberfest. O evento foi transferido de outubro para setembro em 1872 por causa das condições climáticas. Ao longo do século 20, foi interrompido durante as duas guerras mundiais e também em períodos de crise, antes de recuperar o nome e o formato tradicional em 1949.
Na América Latina, a festa ganhou versões associadas à imigração alemã. Em Blumenau, Santa Catarina, a primeira edição ocorreu em 1984, após duas enchentes, como iniciativa para recuperar o ânimo e a economia local. Naquele ano, 102 mil pessoas consumiram 103 mil litros de cerveja; atualmente, o evento é apresentado como a segunda maior Oktoberfest do mundo, atrás da de Munique.
Também existem celebrações em Colônia Tovar, na Venezuela; Llanquihue, no Chile; e Villa General Belgrano, na Argentina. As festas preservam elementos como cervejas artesanais, receitas tradicionais, música, trajes típicos e costumes mantidos por descendentes de imigrantes alemães. Na cidade argentina, a celebração ocorre ininterruptamente desde 1963 e inclui uma procissão de cães da raça dachshund.
Fonte: BBC News Brasil
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