OCDE aponta que 9% dos professores públicos no Brasil não têm qualificação completa
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OCDE aponta que 9% dos professores públicos no Brasil não têm qualificação completa

Relatório da OCDE indica que 9% dos professores da educação básica pública brasileira não tinham diploma, certificação ou formação pedagógica completa entre 2024 e 2025. O índice ficou próximo da média de 9,1% registrada nos países da organização.

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Por Redação Fato Inteiro · 29 de setembro de 2026 às 22:33
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O relatório Panorama da Educação 2026, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), relaciona a contratação de profissionais sem as qualificações consideradas padrão à escassez de docentes. No Brasil, a falta de professores é mais intensa em regiões remotas ou vulneráveis e em disciplinas como matemática e ciências naturais.

Apesar da queda de 7% nas matrículas entre 2015 e 2024, o número de professores dos anos iniciais do ensino fundamental cresceu 4% no país. A OCDE projeta ainda uma redução de 3% no número de crianças de 5 a 14 anos entre 2024 e 2033, o que pode diminuir a demanda por docentes caso outras políticas permaneçam inalteradas.

A saída de profissionais também contribui para a escassez. Em 2022, 10,3% dos professores brasileiros plenamente qualificados deixaram a profissão por aposentadoria ou demissão, enquanto a média da OCDE foi de 6,4% no ano letivo de 2024-2025. Segundo o relatório, salários, condições de trabalho, autonomia e reconhecimento público influenciam a atratividade da carreira.

No Brasil, 44,3% dos professores dos anos finais do ensino fundamental estavam satisfeitos com as condições de trabalho em 2022, ante 68,4% na média da OCDE. Em relação aos salários, a satisfação alcançava 22,3% dos docentes brasileiros, contra 38,7% nos países da organização.

O Ministério da Educação cita o programa Mais Professores para o Brasil e o Pé-de-Meia Licenciaturas como iniciativas para enfrentar a falta de docentes. A OCDE também aponta a entrada de profissionais de outras áreas como uma estratégia: em 2024, 11,5% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental estavam em uma segunda carreira, ante 8,4% na média da organização.

Fonte: Agência Brasil

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