

Obra ‘O Barco’ denuncia marcas do tráfico de escravizados em São Paulo
Instalação da artista portuguesa Grada Kilomba está em cartaz no Sesc Pompeia e aborda a violência do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Exposição gratuita segue até 25 de outubro.
A instalação O Barco, da artista portuguesa Grada Kilomba, está em cartaz no Espaço Galpão do Sesc Pompeia, em São Paulo. A obra aborda as marcas do tráfico transatlântico de africanos escravizados, classificado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas como o crime mais grave já praticado contra a humanidade.
Com 134 blocos de madeira queimada, a peça ocupa uma área de 220 metros quadrados e tem 32 metros de comprimento. Os elementos formam a silhueta do fundo de uma embarcação, em referência à estrutura dos porões dos navios negreiros usados para transportar pessoas escravizadas.
A obra também evoca o destino de mais de 4,8 milhões de escravizados que atravessaram o Oceano Atlântico em direção ao Brasil, principal destino desse tráfico. No centro da instalação, 18 blocos exibem um poema de Kilomba, traduzido para iorubá, kimbundu, crioulo cabo-verdiano, português, inglês e árabe da Síria.
Adaptada para caber no galpão do Sesc Pompeia, O Barco integra uma exposição concebida pelo Instituto Inhotim. O conjunto reúne ainda a videoinstalação Opera to a Black Venus e a instalação Compressed Time.
A instalação já foi apresentada em Lisboa e Londres e passou pelo Instituto Inhotim, em Minas Gerais. A exposição em São Paulo tem entrada gratuita e permanece aberta até 25 de outubro.
Fonte: Agência Brasil
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