

O que é o “modelo El Salvador” citado por candidatos brasileiros
Associado ao governo de Nayib Bukele, o modelo combina prisões em massa e megapresídio com medidas de exceção. Candidatos brasileiros divergiram sobre a adoção dessas políticas no país.
O chamado “modelo El Salvador” se refere principalmente à política de segurança pública do governo de Nayib Bukele, presidente do país desde 2019. A principal bandeira da gestão é o combate às gangues que controlaram grandes áreas do território salvadorenho por décadas.
O símbolo dessa estratégia é o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), inaugurado em 2023 e apontado como a maior prisão das Américas, com capacidade para 40 mil detentos. Segundo dados da Comissão Inter-Americana dos Direitos Humanos, o governo Bukele já prendeu mais de 91.500 pessoas.
Entidades de direitos humanos afirmam que muitas prisões ocorreram sem mandados ou provas, a partir de denúncias anônimas, e também denunciam julgamentos coletivos. Para viabilizar as detenções, Bukele decretou estado de exceção em 2022, medida renovada mais de 50 vezes desde então.
O estado de exceção suspendeu garantias constitucionais e, segundo a fonte, permitiu a ampliação de medidas autoritárias para além da segurança pública, incluindo perseguição a opositores e à liberdade de imprensa. Apesar das críticas, o volume de prisões contribuiu para a popularidade do presidente, que foi reeleito em 2024 para mais cinco anos no poder.
No Brasil, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) citaram o governo salvadorenho. Santos defendeu megaprisões, mas rejeitou prisões sem mandado; Zema elogiou o modelo, embora tenha recusado a adoção das medidas de Bukele; e Caiado afirmou que representantes de El Salvador visitaram Goiás para conhecer modelos de presídios.
Flávio Bolsonaro (PL), que também já elogiou o modelo e visitou El Salvador ao lado de Eduardo Bolsonaro, estava previsto para participar de uma sabatina do g1 e da GloboNews nesta segunda-feira (10), mas ainda não havia respondido, segundo os trechos da fonte.
Fonte: g1.globo.com
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