

Nunes Marques manda TSE apurar possível desinformação em canal no WhatsApp
O presidente do TSE determinou que a área técnica analise, com máxima urgência, o canal “Exército do Lula”. A assessoria deverá verificar a circulação de conteúdos em outras plataformas e eventual atuação coordenada para disseminá-los.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12) que a área técnica da Corte avalie a eventual presença de desinformação no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
O caso foi encaminhado à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE. A unidade deverá reunir elementos técnicos sobre possíveis riscos à integridade do processo eleitoral e verificar se conteúdos analisados também foram divulgados em outros canais e plataformas digitais.
Nunes Marques pediu ainda informações sobre eventual circulação de materiais idênticos ou semelhantes e sobre possível atuação coordenada para sua disseminação. A assessoria também deverá informar se já atuou no caso e se tomou medidas relacionadas ao canal.
No domingo (11), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, havia suspendido a ordem de Nunes Marques e restabelecido provisoriamente o funcionamento do canal. Cueva determinou, porém, que conteúdos falsos já analisados pelo TSE não fossem publicados novamente, sob pena de nova suspensão.
A decisão de Nunes Marques havia atendido a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Lula classificou a suspensão como “absurda” e disse que sua campanha pediria explicações. Flávio afirmou que era alvo de mentiras por parte da campanha do adversário e que era alvo de um “canal de divulgação de mentiras em massa”, mas não citou o nome.
Segundo a fonte, Nunes Marques também deveria se reunir com os coordenadores das campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula para discutir condutas no segundo turno.
Fonte: g1 Política
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