

Nunes Marques diz que TREs definem mudanças em locais de votação
Presidente do TSE afirmou que a corte não participa das alterações e que cabe aos tribunais regionais avaliar a necessidade de cada mudança. Segundo ele, o número de alterações caiu 94% em relação ao intervalo entre os turnos de 2022.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou na terça-feira (20) que a corte não tem relação com as mudanças nos locais de votação. Segundo ele, a definição cabe aos tribunais regionais eleitorais (TREs) dos Estados e do Distrito Federal, quando identificada necessidade.
Nunes Marques disse que as alterações entre o primeiro e o segundo turno das eleições deste ano são menores que as registradas no mesmo período de 2022. “Estamos vivenciando uma redução de 94% nas mudanças de locais de votação que houve entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2022”, afirmou.
A Justiça Eleitoral havia informado, na sexta-feira (16), que mais de 4,3 mil seções teriam mudanças em todo o país, o equivalente a 0,87% do total. Depois, o número caiu para cerca de 400. O ministro explicou que o sistema começa com dados do pleito anterior e é atualizado a partir das notificações enviadas pelos TREs.
Segundo Nunes Marques, a maior parte das mudanças ocorre por causa de “intempéries climáticas”. Ele também afirmou que os números ainda podem ser alterados devido à atualização contínua das informações.
Na segunda-feira, os presidentes dos 27 TREs divulgaram um documento segundo o qual a mudança entre os turnos deve ocorrer apenas em situações “extraordinárias” e de “absoluta necessidade”. Os tribunais também afirmaram que o TSE “não tem ingerência alguma” sobre as alterações.
O Valor ouviu quatro ministros do TSE, que atribuíram as mudanças aos TREs e disseram que elas consideram as condições de cada Estado. Os magistrados citaram como exemplo escolas que entraram em reforma após o primeiro turno e não poderiam ser usadas na votação de domingo (25). Eles também avaliaram que a comunicação sobre as alterações deveria ter sido melhor.
Fonte: Valor Econômico
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