

Novos medicamentos ampliam opções contra colesterol alto, mas acesso é limitado
Estudo brasileiro aponta que estratégia digital melhora o controle do LDL-C, embora a maioria dos pacientes de alto risco ainda não alcance a meta. Inibidores de PCSK9 são promissores, mas têm custo elevado e não estão disponíveis no SUS.
O excesso de LDL-C, conhecido como “colesterol ruim”, está entre os principais fatores de risco para eventos cardiovasculares graves, como infarto e AVC. Para pessoas com risco cardiovascular muito alto, a recomendação no Brasil é manter a concentração abaixo de 50 mg/dL.
As estatinas são a base do tratamento, mas muitos pacientes precisam combiná-las com outros medicamentos, como a ezetimiba, para atingir a meta. A necessidade de vários remédios pode dificultar a adesão, enquanto os medicamentos além das estatinas geralmente precisam ser comprados de forma privada.
Um estudo conduzido pelo Einstein em parceria com a Novartis e a epHealth avaliou uma estratégia digital voltada a profissionais e pacientes. O ensaio envolveu 1.465 pessoas em 28 centros de pesquisa no Brasil, com aplicativos para registro de tratamentos, recomendações médicas, lembretes e conteúdos educativos.
Após seis meses, o LDL-C médio foi de 76,3 mg/dL entre os participantes submetidos à intervenção, ante 85,6 mg/dL no grupo que recebeu o cuidado usual. A proporção de pacientes abaixo de 50 mg/dL foi de 23,5% no primeiro grupo e de 13,4% no segundo.
Entre as novas opções estão os inibidores de PCSK9 evolocumabe e inclisirana. Aplicados por via subcutânea, eles permitem intervalos maiores entre as doses, mas ainda não são oferecidos pelo SUS e podem custar mais de R$ 1.000 por mês no setor privado. Nos Estados Unidos, a FDA aprovou o enlicitide, primeiro inibidor de PCSK9 em comprimido oral, administrado diariamente.
Além da medicação, o tratamento inclui atividade física, alimentação balanceada, interrupção do tabagismo e atenção à saúde mental. Segundo os trechos do estudo, hábitos saudáveis são importantes especialmente para prevenir a recorrência de eventos cardiovasculares.
Fonte: Poder360
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