Mulheres foram maioria das vítimas de violência política no 1º turno
Foto: © Lula Marques/Agência Brasil. · Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Brasil

Mulheres foram maioria das vítimas de violência política no 1º turno

Levantamento de Terra de Direitos e Justiça Global registrou 134 casos durante a campanha eleitoral de 2026 até o primeiro turno. Mulheres foram vítimas em 70 episódios, o equivalente a 52,2% do total.

PublicidadeGarnet Corretora de Seguros: proteger hoje e garantir amanha. Auto, residencial, vida, saude e empresarial.
Por Redação Fato Inteiro · 8 de outubro de 2026 às 19:55
Compartilhar

As ameaças de morte e de violência sexual denunciadas pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) nesta quinta-feira (8) integram o cenário de violência política registrado durante a campanha eleitoral de 2026, segundo a Agência Brasil.

Dos 134 casos mapeados pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global até o primeiro turno, realizado no domingo (4), 102 foram direcionados exclusivamente a pessoas candidatas. Nesse grupo, mulheres foram vítimas em 60 episódios, ou 58,8%, embora representassem cerca de um terço das candidaturas.

A ameaça foi o tipo mais frequente de violência, com 64 registros, seguida por 33 episódios de ofensa e 19 agressões físicas. Também foram contabilizados 11 atentados, cinco casos de criminalização e dois assassinatos. As sete ameaças de violência sexual identificadas tiveram mulheres como vítimas.

Entre os 70 episódios contra mulheres, houve machismo ou misoginia em 45 casos, racismo em nove e transfobia em cinco. No conjunto das ocorrências, pessoas negras representaram 44,8% das vítimas, com 60 registros.

A coordenadora de Incidência Política da Terra de Direitos, Gisele Barbieri, afirmou que a violência de gênero desqualifica e intimida mulheres. Ela também avaliou: “É necessário uma força-tarefa do Estado para dar respostas mais rápidas contra essas violências”.

O levantamento registrou aumento em relação ao primeiro turno de 2022, quando foram contabilizados 121 casos. Segundo as organizações, nenhum dos 134 episódios havia recebido punição até o encerramento da coleta de dados; em pelo menos oito houve medidas de urgência, como remoção de vídeos, suspensão de perfis e concessão de medidas protetivas.

Fonte: Agência Brasil — últimas notícias

PublicidadeCasa da Bisa, mais que uma casa de repouso. WhatsApp (21) 98397-1122.
Compartilhar

← Voltar ao início de Fato Inteiro

Newsletter

Newsletter em preparação.

Continue acompanhando as notícias pelo portal.