

MP-SP pede manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra
O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
O pedido foi apresentado na quinta-feira (20) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), durante a reavaliação periódica da necessidade de manter prisões preventivas. Segundo o órgão, os fundamentos usados para a prisão continuam válidos, incluindo a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.
De acordo com o MP-SP, a estrutura investigada teria três frentes: decisória, operacional e financeira. A acusação afirma que Deolane integraria o núcleo financeiro e teria usado contas próprias e de empresas para ocultar e dissimular valores de origem ilícita.
A influenciadora está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026, na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. O MP também citou a situação de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, que permanecem foragidos, como justificativa para a manutenção das prisões dos demais réus.
Deflagrada em maio, a Operação Vérnix investigou uma transportadora de cargas de Presidente Venceslau (SP), apontada como empresa de fachada para movimentar dinheiro da cúpula do PCC e repassar valores a familiares de Marcola e a terceiros. Além de Deolane, Everton de Souza, conhecido como Player, foi preso e é apontado como operador financeiro da organização.
Segundo a investigação, Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados entre 2018 e 2021. Também foram identificados quase 50 depósitos em contas de duas empresas ligadas a ela, no total de R$ 716 mil. Em 18 de julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um habeas corpus que pedia sua transferência para uma Sala de Estado-Maior ou prisão domiciliar.
Fonte: Poder360
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