

Movimento propõe política permanente de letramento social em saúde
Articulação liderada pelo Instituto Ética Saúde e pela Associação Brasileira de Epilepsia reúne entidades para aproximar saúde e educação. A proposta prevê aliança nacional, fórum permanente e programa específico sobre o tema.
Uma articulação que reúne organizações de pacientes, universidades, profissionais da saúde e da educação, gestores públicos e entidades do setor quer transformar o letramento social em saúde em uma agenda permanente no Brasil. A iniciativa é liderada pelo Instituto Ética Saúde (IES), em parceria com a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE).
A proposta busca ampliar o acesso da população a informações qualificadas e fortalecer sua participação na formulação, no acompanhamento e na implementação de políticas públicas. O conceito não se limita à oferta de informações: envolve criar condições para que pessoas e comunidades compreendam, avaliem e utilizem esse conhecimento em decisões, no exercício de direitos e na participação social.
A articulação foi lançada durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), dedicada à relação entre saúde, escola, condições neurológicas, neurodesenvolvimento, permanência educacional e governança intersetorial. Entre os focos iniciais está a aproximação entre saúde e educação, com atenção à identificação de sinais de alterações do desenvolvimento, ao acolhimento de estudantes e famílias e à construção de ambientes inclusivos.
O encontro definiu quatro encaminhamentos: criar a Aliança Brasileira pelo Letramento Social em Saúde, elaborar uma Carta de Intenções entre as instituições participantes, implantar um Fórum Nacional Permanente de Educação em Saúde e desenvolver um Programa Nacional de Letramento Social em Saúde.
Nos próximos meses, IES e ABE deverão continuar a articulação com entidades, universidades, organizações da sociedade civil e gestores públicos. A expectativa é estruturar os mecanismos propostos e consolidar uma agenda contínua de educação em saúde, participação social e controle das políticas públicas.
Fonte: medicinasa.com.br
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