

Mortes em deslizamento no Nepal e na China chegam a 768
O número de mortos no deslizamento na fronteira entre Nepal e China chegou a 768 neste domingo (30). Mais de 3.000 pessoas continuam desaparecidas, enquanto as equipes de emergência enfrentam mau tempo e risco de novas inundações.
# Mortes em deslizamento no Nepal e na China chegam a 768 Foram recuperados 752 corpos no Nepal, onde 2.502 pessoas ainda estão desaparecidas. No Tibete, 16 corpos foram encontrados e outras 546 pessoas seguem desaparecidas. As vítimas estavam sob lama e entre os escombros de construções, estradas, pontes e instalações destruídas pelas enchentes de 26 de agosto.
As buscas foram interrompidas várias vezes desde sexta-feira (28) devido ao mau tempo e ao temor de que um lago formado pelo desastre provocasse novas inundações. A polícia local no Nepal disse que moradores e equipes de resgate haviam se deslocado para áreas mais elevadas após a subida do nível do rio Trishuli entre sábado (29) e domingo.
Com equipamentos de perfuração, os socorristas chegaram à entrada de um túnel da usina hidrelétrica de Trishuli-3, onde as autoridades acreditam que cerca de cem trabalhadores estejam presos desde a catástrofe. As operações também enfrentam estradas intransitáveis, falhas de comunicação e a possibilidade de novos desastres.
Autoridades nepalesas começaram a enterrar corpos não identificados por causa do risco à saúde pública provocado pela decomposição. Ao menos 96 foram sepultados na floresta de Devghat, em Chitwan, após a coleta de amostras de DNA e o registro das localizações para eventual identificação pelas famílias. Cientistas afirmaram que o aquecimento e o derretimento do gelo podem ter contribuído para o desastre, embora a causa exata do colapso ainda não esteja clara.
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