

Moraes defende revisão das regras para audiências de custódia
O ministro Alexandre de Moraes afirmou que o Judiciário deve reavaliar a aplicação das audiências de custódia, sem extinguir o instrumento. Segundo ele, é necessário delimitar na legislação as situações em que o detido deve permanecer preso.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes defendeu, nesta segunda-feira (24), a revisão da aplicação das audiências de custódia. A declaração foi feita durante palestra no Tribunal de Contas do Município de São Paulo, no Congresso Nacional de Direito Público e Controle Externo.
Moraes afirmou que o instrumento tem função democratizante ao garantir acesso imediato ao juiz a pessoas assistidas pela Defensoria Pública. Ele comparou essa possibilidade ao acesso rápido obtido por cidadãos mais ricos por meio de advogados particulares.
A audiência de custódia foi criada para verificar possíveis abusos ou ilegalidades no momento da prisão. Para o ministro, a legislação deve estabelecer com clareza as hipóteses em que o detido precisa continuar preso.
“Talvez o uso tenha se desvirtuado”, disse Moraes. Segundo ele, o Judiciário deve repensar a regulamentação do procedimento diante de problemas apontados por parte da sociedade e das exigências relacionadas ao combate ao crime organizado.
Entre as críticas ao modelo está a percepção de impunidade causada pela concessão de liberdade provisória, com medidas cautelares, a pessoas presas em flagrante. Também é apontado que o prazo de 24 horas pode dificultar o acesso ao histórico criminal completo do detido, especialmente quando há registros em outros Estados.
Fonte: Poder360
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