Milton Leite continua preso após audiência e atendimento por pressão alta
Reprodução/Valor Econômico
Brasil

Milton Leite continua preso após audiência e atendimento por pressão alta

A Justiça manteve a prisão temporária do ex-vereador de São Paulo Milton Leite após audiência de custódia. Ele foi levado a um hospital depois de relatar sintomas de pressão alta, recebeu alta e retornou à cadeia.

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Por Redação Fato Inteiro · 20 de setembro de 2026 às 00:12
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O ex-vereador paulistano Milton Leite (União Brasil) continuará preso após se apresentar à polícia em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, que avaliou a legalidade e as condições da prisão.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, não foram encontradas irregularidades no cumprimento da ordem. Leite é alvo de prisão temporária por 30 dias, determinada pela 8ª Câmara de Direito Criminal do tribunal.

Após a audiência, ele foi levado a um hospital para atendimento médico. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o ex-vereador teria reclamado de sintomas de pressão alta após passar a noite na cadeia pública de Mogi das Cruzes. Ele recebeu alta e voltou à unidade prisional ainda no sábado à tarde.

Leite é suspeito, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, de participar de um esquema para infiltrar integrantes do PCC em empresas de ônibus que prestam serviço municipal em São Paulo. A investigação também apura suspeitas de corrupção de funcionários públicos e de financiamento de campanhas pelo grupo criminoso.

O ex-vereador afirma ser “inocente de todas as acusações” e diz que terá “oportunidade de provar tudo”. Seu advogado, Aloísio Lacerda Medeiros, declarou que ele “não tem nada a ver com a história”.

A Operação Vectura Corrupta teve 16 pessoas como alvo de ordens de prisão e incluiu buscas em 18 endereços de municípios paulistas. O pedido de prisão de Leite se baseou em menções ao nome dele em um áudio apreendido e em depoimentos de policiais à Corregedoria da Polícia Militar.

Fonte: Valor Econômico

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