

Messias diz que função pública não deve ser guiada por relações pessoais
O advogado-geral da União afirmou que decisões de Estado devem seguir critérios técnicos, transparência e respeito à Constituição. A declaração ocorreu após a Polícia Federal levantar a hipótese de que uma relação política com André Mendonça influenciou uma decisão da AGU.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o exercício da função pública não deve ser orientado por amizades, afinidades ou circunstâncias pessoais. Em nota publicada no Instagram, ele defendeu que questões de Estado sejam tratadas com impessoalidade, fundamento técnico e transparência.
A manifestação ocorreu depois de a Polícia Federal levantar a possibilidade de que a preservação da relação política entre Messias e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tenha influenciado a decisão da Advocacia-Geral da União de não atender a pedidos relacionados a investigações sob relatoria do magistrado.
Sem citar diretamente Mendonça ou a PF, Messias declarou ter o respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para exercer suas atribuições com independência técnica, rigor jurídico e fidelidade à Constituição.
A Polícia Federal havia procurado a AGU para que a instituição adotasse medidas jurídicas relacionadas a decisões de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto. Segundo relatório divulgado em 3 de setembro de 2026, a AGU optou por não apresentar os recursos solicitados.
A AGU contestou a interpretação da PF e afirmou que não tem competência constitucional ou legal para atuar nos aspectos da persecução penal pretendidos pela corporação. A instituição disse ainda que a decisão foi baseada em critérios técnicos e jurídicos e que Messias buscou diálogo com Mendonça e com o presidente do STF, Edson Fachin, para tentar construir uma solução institucional.
Fonte: Poder360
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