Mensagens mostram contatos de Moraes com dono do Banco Master
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Mensagens mostram contatos de Moraes com dono do Banco Master

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro registram cobranças sobre pagamentos a um escritório ligado à família de Alexandre de Moraes e conversas sobre uma possível operação da Polícia Federal. O relatório foi retirado do sigilo por André Mendonça, que deu cinco dias para manifestação da PGR.

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Por Redação Fato Inteiro · 1 de setembro de 2026 às 16:06
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Mensagens divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e incluídas em investigação da Polícia Federal mostram interações entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e pessoas ligadas à família do magistrado.

Os diálogos tratam de um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Em fevereiro de 2024, Vorcaro cobrou o envio do contrato assinado e questionou o vencimento da primeira parcela. Na mesma data, foi registrada uma transferência de R$ 3.422.268,14 para a conta do escritório.

Em outras mensagens, o banqueiro orientou funcionários a não atrasarem os pagamentos à banca. O relatório também registra que ele escreveu: “Pode pagar sempre, sem nota.” Outro comprovante aponta transferência de igual valor para o escritório de Viviane Barci de Moraes.

Em nota, o escritório afirmou que seu setor de compliance consultou Alexandre de Moraes sobre possíveis impedimentos legais antes da contratação. A banca disse que não identificou restrições, que não havia previsão de atuação no STF e que o ministro “jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master”.

As mensagens também indicam que Vorcaro consultou Moraes, em novembro de 2025, sobre a possibilidade de uma operação da Polícia Federal e sobre sua situação antes da prisão preventiva. Em uma das conversas, perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Outro episódio envolve cartões de crédito para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro. Segundo os diálogos, um administrador do escritório tratou do assunto com Vorcaro, e uma funcionária do banco perguntou se poderia emitir cartões com limite de R$ 300 mil para cada um; o banqueiro respondeu: “Ok”.

André Mendonça determinou em 1º de setembro a retirada do sigilo do relatório da PF sobre a relação entre Moraes e Vorcaro e estabeleceu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste.

Fonte: BBC News Brasil

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