

Mensagens citadas pela Folha ligam Lulinha a negócio de canabidiol
Texto de Elio Gaspari relata mensagens e viagens envolvendo Lulinha, Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Segundo o relato, o grupo discutia fornecer ao governo 1,2 milhão de frascos de medicamentos à base de canabidiol sem licitação.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal, segundo o texto, indicariam que Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes discutiram um negócio de R$ 626 milhões para fornecer ao governo federal 1,2 milhão de frascos de 36 tipos de medicamentos à base de canabidiol. A proposta previa a contratação sem licitação.
O texto relata que Lulinha participou de viagens relacionadas à prospecção de empresas portuguesas para o fornecimento dos produtos. Em novembro de 2024, ele teria viajado para Lisboa no mesmo voo que Antunes, em assentos separados. Lulinha teria admitido que o empresário pagou passagens e hospedagem.
Ainda de acordo com a publicação, a Polícia Federal encontrou nos celulares de Luchsinger e Antunes uma minuta de contrato e um plano de negócios. O destinatário do documento seria Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e apontado no texto como chefe de gabinete do presidente Lula.
A reportagem também menciona mensagens entre Lulinha e Luchsinger. Em uma delas, datada de 22 de março de 2024, ele escreveu: “Trabalho pra caralho e nunca dá em nada”. Em outra, Luchsinger afirma que seria possível preparar um documento para pedir a dispensa de licitação em razão de um cenário de emergência.
O canabidiol não integrava o rol de medicamentos do SUS, segundo o texto, e nenhum frasco chegou a ser comprado. A publicação informa ainda que a defesa de Lulinha admitiu que ele poderia ir ao Brasil para prestar esclarecimentos.
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