Mendonça acusa Moraes de direcionar investigação no STF
Foto: Agência Brasil
Brasil

Mendonça acusa Moraes de direcionar investigação no STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou Alexandre de Moraes de abuso de autoridade e direcionamento de investigação ao requisitar relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre sua atuação. A manifestação foi apresentada ao presidente da Corte, Edson Fachin, no processo aberto contra Mendonça.

PublicidadeAmbulare Vet, UTI movel veterinaria com emergencia 24 horas no Rio e regiao. Chame no WhatsApp (21) 97120-1115.
Por Redação Fato Inteiro · 22 de setembro de 2026 às 17:48
Compartilhar

Mendonça afirmou que Moraes solicitou, sem provocação, relatórios de inteligência da Polícia Federal com o objetivo de atingi-lo e acusá-lo de abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Segundo o ministro, as irregularidades atribuídas a ele estariam presentes no ato praticado pelo colega.

A manifestação foi enviada nesta terça-feira (22), último dia do prazo para a defesa de Mendonça. O processo foi aberto por Fachin depois que Moraes tornou público um relatório da PF com conjecturas sobre a condução da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

De acordo com Mendonça, o relatório não tem data, assinatura ou timbre da Polícia Federal. Ele também afirmou que outros cinco documentos semelhantes foram encaminhados a Moraes e questionou como o ministro tomou conhecimento deles. Na avaliação de Mendonça, Moraes teria inserido seu nome no Inquérito das Fake News sem suspeita prévia e usurpado a competência do plenário para investigar ministros do Supremo.

A divergência entre os ministros começou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Operação Compliance Zero. O documento registrava 52 mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data da prisão do ex-banqueiro, incluindo referência a um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em sua própria defesa, Moraes classificou como “inconstitucional e ilegal” a investigação da PF relatada por Mendonça e encaminhou os relatórios de inteligência a Fachin. As respostas do interlocutor nas mensagens citadas não puderam ser recuperadas, segundo os investigadores.

Fonte: Agência Brasil

PublicidadeOfertaPulso: as ofertas do dia no seu WhatsApp. Grupo publico e gratuito, saia quando quiser.
Compartilhar

← Voltar ao início de Fato Inteiro

Newsletter

Newsletter em preparação.

Continue acompanhando as notícias pelo portal.