Mauro Vieira diz que família Bolsonaro deve responder por alta traição
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Brasil

Mauro Vieira diz que família Bolsonaro deve responder por alta traição

Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o chanceler Mauro Vieira afirmou que integrantes da família Bolsonaro foram responsabilizados e deverão responder por crimes de alta traição e lesa-pátria. Segundo ele, ações do grupo contribuíram para as sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

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Por Redação Fato Inteiro · 9 de agosto de 2026 às 19:22
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O ministro das Relações Exteriores declarou que a campanha favorável às tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiu empresários, funcionários e trabalhadores brasileiros. Vieira citou Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos e defendeu o tarifaço como um “sacrifício necessário” após a condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com o chanceler, Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado e será processado no Brasil por declarações e ações contra o país. Vieira também afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e Eduardo já foram condenados ou responsabilizados, conforme as situações mencionadas na entrevista.

Vieira avaliou ainda que a crise com os Estados Unidos integra uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras. Ele afirmou que os presidentes dos dois países tiveram reuniões em Kuala Lumpur e Washington, nas quais trataram, entre outros temas, das tarifas aplicadas especificamente ao Brasil.

Sobre a suspensão do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, o ministro disse que o episódio ocorreu após o governo norte-americano enviar ao Senado o nome de um candidato a embaixador no Brasil e fazer uma consulta pública sobre a indicação. Para Vieira, o procedimento contrariou a Convenção de Viena, que prevê sigilo na consulta.

O chanceler afirmou que a suspensão buscava pressionar o Brasil a aceitar o candidato e destacou que a Convenção de Viena não fixa prazo para a concessão do agrément. Segundo ele, o pedido nem chegou a ser levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: vermelho.org.br

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