

Marinho critica adiamento de análise do STF sobre investigação de Moraes
O senador Rogério Marinho afirmou que a sessão do STF teve caráter “protelatório” e serviu, segundo ele, para “ganhar tempo” e permitir novos vazamentos. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), criticou na terça-feira (15) o adiamento da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Para ele, a sessão teve caráter “protelatório”.
“Foi feito para se ganhar tempo e para se permitir novos vazamentos, para aumentar o tumulto judicial e para se tentar livrar o ministro Alexandre de Moraes de que ele, a exemplo de qualquer cidadão brasileiro, possa prestar contas”, declarou Marinho a jornalistas no Senado.
O parlamentar disse que a sessão transmitiu à sociedade uma “sensação de impunidade” e de “frustração”. Segundo ele, haveria uma tentativa de “blindar” Moraes e impedir que o ministro prestasse esclarecimentos em uma eventual investigação.
Marinho também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria tentando se afastar politicamente de Moraes. Ele citou declarações anteriores de Lula nas quais o ministro foi apresentado como defensor da democracia e afirmou: “É evidente que agora o Lula tenta se afastar dele”.
O STF realizou uma sessão extraordinária para analisar um relatório da Polícia Federal sobre mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O julgamento foi interrompido após pedido de vista de Flávio Dino, que tem até 90 dias, conforme o prazo regimental, para devolver os autos ao plenário.
Até a retomada da análise, permanece o placar parcial de 4 a 3 pela manutenção dos julgamentos separados dos casos de Moraes e André Mendonça. Não houve decisão definitiva sobre a questão de ordem.
Fonte: CNN Brasil
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