

Lula e Flávio disputam eleição com apoio partidário mais restrito
Líderes nas pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro chegam à disputa presidencial de 2026 sem alianças com partidos do Centrão. A redução das coligações também atinge os demais candidatos, segundo levantamento citado pela BBC News Brasil.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terão um arco de apoio menor do que o alcançado por seus partidos em 2022. Nenhum dos dois firmou aliança com legendas do Centrão, grupo que reúne grandes partidos de centro-direita.
As alianças costumam ampliar o número de palanques estaduais, os recursos de campanha e o tempo de propaganda no rádio e na televisão. Apesar disso, o apoio de grandes siglas não garante, por si só, a chegada ao segundo turno, como mostram as eleições de 2018 citadas pela reportagem.
A dificuldade de formar coligações se estende aos demais concorrentes. Conforme levantamento da Folha de S.Paulo mencionado pela BBC, esta é a primeira disputa presidencial desde 1989 em que nenhum candidato além de Lula conseguiu montar uma coligação.
Cientistas políticos ouvidos pela BBC atribuem o cenário à preferência dos grandes partidos pela disputa do Congresso. Uma bancada maior garante acesso a mais recursos por meio das emendas parlamentares e aumenta o poder de negociação com o presidente eleito. Em 2026, o valor das emendas citado na reportagem é de R$ 61 bilhões.
Flávio ficou sem o apoio do PP e do Republicanos, que haviam apoiado Jair Bolsonaro em 2022, e acabou escolhendo como vice o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). Lula reuniu sete legendas, todas de esquerda, e terá novamente Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Em 2022, sua aliança havia reunido dez partidos e adotado o mote da “frente ampla”.
O tempo de propaganda eleitoral ainda será calculado e divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 20 de agosto. Considerando as convenções partidárias, Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury devem ter acesso à propaganda gratuita; Lula deverá ficar com o maior tempo, seguido por Flávio.
Fonte: bbc.com
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