

Lula diz que descanso de trabalhador não ameaça empresas após fim da 6x1
Durante a promulgação da Emenda Constitucional 221, que instituiu a escala 5x2, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu críticas à mudança. A jornada semanal máxima passará de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (16) o fim da escala 6x1 durante discurso na promulgação da Emenda Constitucional 221. A medida institui a escala 5x2 para todos os trabalhadores.
Lula afirmou que é preciso conciliar a continuidade das empresas com a saúde dos trabalhadores. “É combinar a manutenção e a existência da empresa com a manutenção e a saúde das mulheres e dos homens que trabalham”, disse.
Com a nova regra, a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários. O presidente também destacou a importância do descanso para as mulheres, afirmando que “o dia do descanso é o dia que elas mais trabalham”.
A tramitação da proposta recebeu críticas de entidades empresariais e da oposição. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pede a revisão da regra. Lula contestou a atribuição ao trabalhador da responsabilidade por uma crise e declarou: “A palavra correta é mentira”.
Segundo a Agência Brasil, estudos divergem sobre os efeitos da mudança no PIB e na inflação. Pesquisadores do Ipea avaliam que a redução da jornada pode representar impacto de 1% no custo total das empresas em setores como comércio e indústria, chegando a 6,6% nos segmentos de vigilância e segurança.
A emenda também prevê a possibilidade de uma lei complementar criar medidas transitórias para reduzir impactos sobre microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, condicionadas à manutenção dos níveis de emprego.
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