

Lula critica atuação de Nunes Marques e diz esperar igualdade no TSE
O presidente afirmou que o comando do Tribunal Superior Eleitoral não pode “ter lado na política” e deve garantir tratamento igual aos candidatos. Lula também declarou estar convencido de que vencerá a eleição no segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta segunda-feira (12) a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, em decisões relacionadas à sua campanha. Segundo Lula, a Corte deve assegurar igualdade de tratamento e de procedimentos entre os candidatos.
“Eu acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha. Isso é visível, isso já foi denunciado”, disse. “Vamos continuar criando os nossos ‘exércitos’, vamos continuar fazendo campanha”, acrescentou.
Lula também questionou a suspensão e posterior liberação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Para o presidente, seria necessário indicar qual ilegalidade teria sido cometida pelo canal.
No domingo (11), Nunes Marques havia determinado a suspensão da página, sob o entendimento de que ela divulgaria conteúdos já reconhecidos pelo tribunal como desinformação. A decisão atendeu a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesta segunda-feira, o ministro determinou que a assessoria de combate à desinformação do TSE informe se identificou a divulgação de notícias falsas no canal.
Horas depois da decisão de domingo, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a suspensão. A medida foi tomada no âmbito de uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pela campanha de Flávio.
Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, segundo os trechos da fonte, e afirmou estar convencido de que vencerá a eleição. Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (8), Flávio tinha 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula; entre os votos válidos, os percentuais eram de 52% e 48%, respectivamente.
Fonte: Valor Econômico
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