

Lucro dos planos médico-hospitalares cai 12,1% no primeiro semestre
O lucro líquido das operadoras de planos de saúde médico-hospitalares recuou de R$ 12,4 bilhões para R$ 10,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. A queda foi informada com base em dados enviados à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O segmento médico-hospitalar registrou receita de R$ 201,9 bilhões em mensalidades acumuladas até junho. O resultado operacional agregado, sem considerar os ganhos financeiros, ficou positivo em R$ 5,6 bilhões.
A sinistralidade agregada chegou a 81,9%, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao ano anterior. O índice representa a parcela do faturamento destinada a consultas, internações, exames e cirurgias.
Segundo a ANS, o aumento não ocorreu necessariamente por maior utilização dos planos pelos beneficiários. A agência atribuiu a variação a duas movimentações atípicas: uma grande operadora ampliou as reservas em caixa, enquanto outra fez um aporte de recursos, afetando o cálculo estatístico do setor.
As aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares somavam R$ 142,4 bilhões no fim de junho de 2026. De acordo com a fonte, esses recursos contribuíram para os resultados e o lucro final das empresas.
Incluindo planos exclusivamente odontológicos e administradoras de benefícios, a saúde suplementar teve receita de R$ 206,3 bilhões e lucro líquido de R$ 12,1 bilhões no primeiro semestre. O valor ficou abaixo dos R$ 12,9 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Ao todo, 596 operadoras, equivalentes a 76,2% do total, encerraram o período com resultado líquido positivo.
Fonte: Poder360
← Voltar ao início de Fato Inteiro
Newsletter em preparação.
Continue acompanhando as notícias pelo portal.

