Lei da UE pode restringir incentivos a elétricos fabricados fora do bloco
Reprodução/Valor Econômico
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Lei da UE pode restringir incentivos a elétricos fabricados fora do bloco

Uma proposta de legislação industrial da União Europeia pode limitar o acesso a subsídios e benefícios fiscais para veículos elétricos produzidos fora do bloco. Montadoras japonesas estão entre as mais expostas, porque grande parte de seus modelos destinados ao mercado europeu é importada.

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Por Redação Fato Inteiro · 29 de setembro de 2026 às 03:04
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A minuta da Lei do Acelerador Industrial (IAA, na sigla em inglês) prevê tratamento preferencial a produtos fabricados na União Europeia. Para que veículos elétricos recebam subsídios e incentivos fiscais, o texto exige que 70% dos componentes sejam produzidos no bloco e que a montagem ocorra na região.

A proposta também impediria que elétricos fabricados fora da UE tivessem acesso aos benefícios fiscais concedidos aos chamados carros de empresa. Esses veículos representam cerca de 60% dos novos emplacamentos no mercado automotivo europeu. Compradores individuais também ficariam sem subsídios governamentais para adquirir modelos produzidos fora do bloco.

Uma delegação do governo japonês e da Associação de Fabricantes de Automóveis do Japão se reuniu em 16 de setembro com representantes do Partido Popular Europeu, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Durante o encontro, um executivo do setor afirmou: "Nossas operações na Europa correm risco de colapso".

A Toyota possui 12 modelos elétricos, mas quase todos são importados para a UE a partir do Japão e de outros países. A Suzuki fabrica na Hungria, embora a maioria de seus elétricos vendidos no bloco venha da Índia. Já a Nissan produz o Leaf em uma unidade no norte da Inglaterra, país que não integra a UE.

As marcas japonesas têm pouco mais de 10% do mercado automotivo europeu, mas respondem por cerca de 2% das vendas de elétricos. O segmento somou 2,72 milhões de unidades no ano passado, equivalentes a 18% do mercado. O Parlamento Europeu e o Conselho da UE analisarão o IAA separadamente até dezembro; se aprovado, o texto poderá entrar em vigor em 2028.

Fonte: Valor Econômico

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