

Laboratórios nacionais respondem por 79,2% das compras públicas de remédios
Medicamentos fabricados por empresas brasileiras representaram 79,2% das unidades compradas por estados e municípios em 2024. O índice era de 69,1% em 2020, segundo levantamento da Alanac com dados do Ministério da Saúde e da Anvisa.
A indústria farmacêutica nacional respondeu por 79,2% dos medicamentos adquiridos por estados e municípios em 2024. O levantamento foi realizado pela Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), que cruzou informações do Banco de Preços em Saúde (BPS), do Ministério da Saúde, com registros da Anvisa.
A participação dos fabricantes nacionais nas unidades compradas subiu de 69,1% em 2020 para 79,2% quatro anos depois. Com base na evolução da série, a associação estima que o índice supere 80% em 2025 e se aproxime de 83% ao fim de 2026. As bases ainda estão sendo preenchidas pelas unidades administrativas.
O cenário é diferente entre medicamentos de maior valor agregado. Empresas nacionais aparecem com participação de 12% nas petições de medicamentos novos e inovadores e de 15,2% nos produtos biológicos.
Em 2024, um contrato de R$ 1,66 bilhão com a multinacional AstraZeneca para o medicamento tezepelumabe, indicado para asma, representou cerca de 20% do valor total analisado pela Alanac naquele ano.
A metodologia classificou, pelo CNPJ do fabricante, mais de 135 mil registros de compras estaduais e municipais no BPS entre 2020 e 2024. A associação também analisou 1.319 pareceres de avaliação de medicamentos da Anvisa, extraídos em 19 de agosto de 2026 e classificados segundo a origem do capital da empresa requerente.
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